terça-feira, 25 de março de 2014

Review - Guidão Butterfly

Olá, pessoal!

Depois de duas semanas usando o guidão butterfly, posso expressar uma opinião conclusiva.

Adaptando
Como disse no último post, o modelo do meu guidão é pequeno. Eu não sabia disso até instalá-lo na Mocinha. Vendo outros cicloturistas e suas fotos, percebo que o modelo que comprei é menor mesmo. Mas vi que o tamanho reduzido tem vantagens e desvantagens: passo entre os carros com mais segurança que com o guidão rise que tinha antes. Porém o espaço para equipamentos é muito menor. Os conduítes de de freio ficaram "esmagados".
Espaço de kitinete na frente! Ainda com a mesa curta.

Coloquei uma manopla de espuma e o resto cobri com fita. Tanto a estética quanto a funcionalidade ficaram ótimas!

Tive que fazer algumas adaptações: usava uma mesa curta com ajuste de altura. Com o guidão rise, ficava perfeita. Porém para o butterfly ficou horrível, muito perto a ponto de rasparem os joelhos, senti dores nos ombros nos primeiros minutos. A sensação era de estar pedalando uma bike pra criança. Optei por colocar uma mesa fixa de 100mm inclinada. Assim, deixei o guidão horizontal e a pegada ficou perfeita em todas as posições! Alguns cicloturistas posicionam o guidão butterfly mais inclinado, mas como meu quadro é tamanho 17 (meu bikefit pede 18), a posição horizontal + mesa longa vieram bem a calhar. Uma coisa que comemoro, pois este quadro da Soul é muito bonito e resistente, estava pensando em trocá-lo, mas o investimento seria custoso, ainda mais que estou mobiliando o apê pro casório vindouro rsrsrs.

Mesa mais longa e alta: solução pro espaço e pra ergonomia.

Também eliminei o retrovisor da bike, optei por um modelo para capacete. Apesar de vibrar mais, vi que é muito mais fácil de olhar para o lado do que abaixar a cabeça para ver o que acontece atrás. É pequeno, porém o espelho é suavemente convexo, dando amplitude de visão sem distorcer muito. Paguei R$ 25,00 e estou satisfeito. O único problema foi  a qualidade do adesivo que prende a base no capacete. Depois de cair duas vezes, resolvi prender com um par de parafusos pequenos.
Anteninha esperta. 
Pedalando
Confesso que o guidão me impressionou. Antes, pensava: "-Ah, vou ter uma posição de pegada a mais, que é a superior. O resto será como um guidão com bar-ends." Estava tremendamente errado. Certa vez, o cicloturista Cesar me lembrou: "-Na prática, a teoria é outra." Os bar-ends, por mais ergonômicos que sejam, ainda têm o inconveniente de ter um "cotovelo", ou seja, a junção parafusada na ponta do guidão. É um ponto bom para descanso das mãos, atrapalhado por parafuso e metal. Sobra somente a lateral do bar-end como opção à manopla.

No butterfly não há junção, é um cano único formando uma "borboleta" (ah, não me diga!rs) então eu posso colocar a mão em qualquer parte: na manopla, na lateral ou acima, sem me preocupar com junções ou parafusos. Encontro conforto para as mãos sob qualquer condição, minimizando a dormência. Com mãos descansadas, a pedalada rende mais. O chororô diminui!

Conclusão
Compra feliz! Foram algumas adaptações de espaço e equipamentos, gerando um custo adicional por conta de mesa, retrovisor, manopla e fita de guidão novos. Todo upgrade sempre acaba tendo algum "adicional" pelas adaptações, mas o benefício não tem preço. Pode até ter: deixarei de investir em um quadro maior, já que me encontrei neste. A Mocinha continuará imponente, agora com asinhas!
Além de útil, fica lindo!

Parafraseando o colega Antigão

CicloAbraços!