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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Pedal Anchieta: 7 dicas úteis (que servem pra qualquer rolê, aliás).

Bom dia/tarde/noite pessoal!

Falta pouco para o grande dia! Bem, grande pelo menos para mim 😁

Tenho visto e lido algumas coisas sobre este pedal. Muitos youtubers postaram vídeos com dicas bacanas. Algumas delas considero essenciais, mesmo que óbvias! Portanto, irei falar um pouco disso aqui.

Apesar de ser um passeio ciclístico, essa pedalada é coisa séria. O trecho de serra requer atenção especial e os trechos de planalto e baixada são grandes descampados. Melhor ser redundante nas dicas do que omisso, afinal o passeio é uma oportunidade de lazer, cicloturismo e descoberta.

Vamos lá.


1. Tente instalar um bagageiro ou cestinha na bike

 Você pode até encarar apenas com uma mochila, mas pense que terá que levar água extra, lanche, ferramentas básicas, documentos, desodorante e uma camiseta sobressalente (não vai querer ficar fedentino depois que chegar, né?). Tudo isso nas suas costas irá gerar um peso extra que cobrará seu preço no meio do percurso, fora que você transpirará muito mais.

Instale, nem que seja o mais barato dos bagageiros e prenda sua mochila com elásticos.

Outra sugestão é instalar uma cestinha no guidão dianteiro. São bem baratas e qualquer bicicletaria tem. Ajuda também na distribuição de peso, aliviando a roda traseira.


2. Leve bastante água

Uma dica que parece óbvia, mas não é. Pane seca acaba com o rolê!

Serão pelo menos 30 mil ciclistas, na pista central da Anchieta. Essa rodovia praticamente não tem postos de gasolina para reabastecer as garrafas, fora que você estará na pista expressa. Portanto, nem seja louco de pular muretas e tentar atravessar.

Portanto, leve bastante água! Pelo menos duas garrafas ou caramanholas grandes. Tenha no mínimo 2 litros de água. E acredite, isso ainda é pouco. Na véspera, encha uma garrafa com água e outra até a metade, depois coloque no congelador. No dia seguinte, você terá uma garrafa com água congelada e a outra somente a metade. Complete essa garrafa com água. Você terá água fresca para o começo da pedalada, e aos poucos o gelo derreterá, fornecendo água fresca por mais tempo.


3. Leve comida

Por mais que você aguente ficar sem comer, não é recomendado. Lembre-se que isso é lazer, não treino. Repetindo, o passeio será pela pista expressa, sem chance de correr pro cantinho da pista pra comprar fandangos no posto. Leve seu rango e coma antes de sentir fome.

Apesar de você estar indo para a baixada, nada de levar marmitex com frango assado e farofa 😐. Nem tente fazer misto com presunto e pão de forma. A chance disso tudo azedar é grande.

Leve bolachas, barras de cereal, aqueles deliciosos salamitos, ou barrinhas de proteína. Frutas secas e sementes também são ótimas fontes de energia e ocupam pouco espaço.  Dezembro é assim, a gente bota uva passa em tudo, inclusive no pedal 😂😂😂. Se alguém levar castanha de caju, passe longe de mim porque senão vai ficar sem!


4. Manutenção básica

Leve um kit de remendo, câmara de ar extra e uma bomba portátil, mesmo que você não saiba usá-los. Ciclista é solidário, então você conseguirá ajuda fácil caso fure um pneu. E seja solidário também, caso veja algum ciclista sem esses recursos.


5. Verifique os freios!

Haverá um longo trecho de descida, com barranco dos dois lados! Fora o volume de ciclistas na pista, os 'sem noção' que com certeza resolverão fazer conversões súbitas na sua frente. Ficar sem freio - ou mesmo com eles fracos - nesses momentos não é uma boa idéia.

Leve numa bicicletaria para regular se você não souber como fazer e se possível, peça para trocarem as sapatas ou pastilhas.

Se sua bicicleta utiliza v-brakes, ferradura ou cantilevers, cuidado com a água. Esses tipos de freio perdem eficiência quando o aro está molhado. Se na serra tiver chovendo, atenção redobrada. Você não ficará sem freio, mas eles ficarão um pouco mais fracos.


6. Leve uma roupa extra

Fim de passeio, você suado tendo que esperar algumas horas para o ônibus trazer você de volta. Aquela roupa grudando, sua presença sendo sentida de longe... pra que, né? Leve um desodorante roll-on e uma camiseta limpa. Vai melhorar a sensação de bem estar, sua e de quem estiver perto. Nem preciso dizer pra acordar mais cedo e tomar uma chuveirada antes de sair de casa, preciso?


7. Garanta sua volta

Dê uma pesquisada em grupos do Facebook, tente reservar um fretado para voltar pra São Paulo. A rodoviária de Santos estará lotada de ciclistas querendo voltar pra casa.

Se você ainda tiver perna, pode pedalar até a rodoviária do Guarujá, São Vicente ou Praia Grande, porém há a possibilidade da oferta de ônibus nessas cidades estar menor porque as empresas deslocaram suas frotas para Santos, afim de suprir a demanda de ciclistas. Outra rodoviária que poderá te antender é a de Cubatão. Mas essa cidade não tem muitas linhas regulares nos fins de semana.

Se você estiver embalado, poderá pegar a balsa para o Guarujá, atravessar toda a ilha (uns 30 km) e pegar outra balsa para Bertioga. É praticamente tudo plano. Só não recomendo porque o risco de assaltos no Guarujá é alto.

enfim, não duvido que haverá oferta de ônibus clandestinos na boca da rodoviária, mas melhor garantir antes do que tentar a sorte em transporte não homologado, né?

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Todas essas dicas parecem até um pouco óbvias (leve comida, água, remendo, blá blá...), mas sempre é bom repetí-las. Quanto mais saturado de uma informação você estiver, mais fácil memorizar.

Com base na minha experiência pessoal, intero que estas dicas servem para qualquer rolê mais longo. Já tive pane seca, já pedalei com fome, já tive pneu furado, corrente arrebentada... posso dizer com propriedade que todo cuidado realmente é pouco.

Que o dia 2 de dezembro seja um dia daqueles de ficam na memória por muito tempo!


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Bicicletarias Horácio


Esta postagem complementará outra bem antiga, de 2015: “Bicicletarias Gourmet. Cuidado: vai sair caro.



Neste domingo, consegui arrumar um tempinho entre as atividades de pai e de cozinheiro da família para dar uma pedaladinha até a Paulista. Faziam uns dois meses que não fazia nenhum passeio dominical e tava com saudades de conversar com os “bandeirinhas” da ciclofaixa de lazer.

Porém, assim que saio de casa, escuto um dos sons mais chatos que uma bicicleta pode emitir: o estalo da quebra de um raio da roda.

Não era o fim do mundo, mas a verdade é que eu estava com preguiça de bancar o mecânico, pois no mesmo dia eu já havia feito a troca do pedivela e do movimento central. Então fui até uma das bicicletarias que abrem domingo na Av. Jabaquara pra pedir pra eles colocarem o raio para mim.

Entro na loja - que estava tristemente vazia - e pergunto se eles tem raio para a minha roda. Dito o sim, peço para colocarem somente o que faltara, pois tinha pressa e queria aproveitar o restinho de sol. O mecânico, na maior má vontade, perguntou se eu ia deixar a bicicleta lá para pegar NO DIA SEGUINTE. Falou que era muito complicado TROCAR UM RAIO.

Expliquei que não queria um alinhamento completo, apenas um raio novo. Neste momento o dono interveio, a favor de seu mecânico. Disse que era muito demorado, pois tinha que desmontar o disco de freio, cassete, tirar a roda… e isso tudo não daria tempo de ser feito antes da loja fechar. Olha a cultura do empresário bicicleteiro moderno! Uma loja vazia, sem clientes, sem vontade. Começou a falar das complicações de trocar UM raio, como se fosse uma penitência estar lá. Sabe aquela hora que vc ouve a ladainha e finge estar escutando, mas no fundo está querendo dar uma gargalhada? Enfim.

Como não gosto de jogar xadrez com pombos, comprei um jogo inteiro de raios e fui embora para fazer o serviço.

Já em casa, entre desmontar a roda, tirar cassete, disco de freio, colocar o raio novo no lugar do quebrado e remontar tudo, levei eternos DOZE MINUTOS! Deu tempo de passar na frente da loja, dar um toque no sininho e mandar um joinha para aquela Equipe Nota Dez!

Essa mania das bicicletarias novas em tornar algo simples um bicho de sete cabeças me irrita!

Saudades da bicicletaria do Seu Luciano, lá na Rua das Rosas. Um bom mecânico, já idoso, que se aposentou. Bicicleteiro de verdade, que alinhava roda com pneu e tudo, que não tentava empurrar câmara nova se desse pra remendar, que não tentava trocar todos os cabos se desse pra fazer uso do velho e bom óleo Singer. Não punhetava a bicicleta, empurrando equipamentos caros pra você que só vai na padaria. Não enrolava ninguém e sempre estava com a mão na massa, cheio de serviço. Chegava a indicar outras bicicletarias para desafogar um pouco a dele.

Hoje temos um bando de bicicletarias que torcem pro cliente não saber nada, para não correrem o risco de mostrarem que sabem menos ainda. Essas bicicletarias passam a maior parte do tempo ocioso, porque quando entra um cliente precisando colocar um raio na roda, eles querem que você marque horário.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Bike aro 29 com 21 marchas? Fuja!

As 29'er estão no mercado há algum tempo, e nos últimos anos elas entraram com força no mercado de bicicletas de entrada. Tudo bem, afinal a demanda gera oferta e as marcas se esforçam para baixar seus preços para atrair clientes. Uma estratégia delas é montar bikes com 21 velocidades, ou seja, 7 marchas atrás e três na frente. Uma tecnologia lá dos anos 80/90, que por ser bastante popular, tem preços menores.

Eu sou mais pesado, tive muitos problemas com o eixos das minhas bikes de 21 marchas. Seus eixos quebravam muito rápido. Em todas elas, troquei o sistema de blocagem pelo sistema de parafusos, pois o eixo sendo sólido se tornava mais resistente. Mesmo assim, eles empenavam com o peso. Agora imagine uma bicicleta de aro 29, que é mais pesada por natureza. Fora a força centrífuga maior daquelas rodonas. Mais difícil usar um sistema que não foi pensado para elas.

Não irei entrar em detalhes sobre a qualidade e a geometria das bikes de entrada, apenas compartilharei minha experiência com cubos e eixos de 21 marchas. Resumindo, minha única dica para quem pensa em adquirir uma 29: fuja das 21 marchas! 

Dou 2 motivos:

1. Você irá sofrer nas subidas.
A catraca de 7 velocidades foi pensada para o aro 26. Num aro 29, que é bem maior, a marcha mais leve corresponderá a usar uma 26 sempre na segunda ou terceira marcha. Pense naquela subida gigante que você terá que encarar sem poder deixar a bike mais leve.



2. Eixo frágil, sujeito a quebra.
Isso vale para qualquer bike com sistema de catraca em cubo de rosca. Sua construção faz com que o eixo seja preso ao cubo muito no centro dele, sobrando muito eixo até prendê-lo no quadro, ou seja, com o peso o eixo empena ou rompe. Pense num varal de roupas. Se você pendurar uma toalha pesada no meio dele, o varal entortará e gerará muita pressão no barbante.

Este é um cubo para catraca de 7 velocidades, que vai rosqueada na parte cromada.
Vejam o quanto de eixo é necessário para prendê-lo ao quadro. Isso fragiliza o sistema.

A catraca vai rosqueada no cubo e o eixo passa aí no meio.
Como fica preso só lá no fundo, o peso o faz empenar.


Portanto, se for comprar uma 29, escolha modelos a partir de 24 marchas.


Um cubo para 24 a 30 velocidades. A roda livre é embutida e o cassete é encaixado nos trilhos. Reparem que o eixo é bem mais integrado ao sistema, minimizando o risco de empenamento.
O sistema do cubo 24v é mais moderno, o ponto de apoio do eixo é muito maior e mais resistente. Seria como colocar aquela toalha pesada perto da base do varal. O barbante entortará bem menos.

Outra vantagem é que se você adquirir uma bike de 24 velocidades, poderá fazer upgrades para 27 ou 30 velocidades sem precisar trocar o cubo.

Nossas ruas são muito esburacadas. Um circuito urbano pode fazer a bike sofrer tanto quanto se estivesse em uma estrada de chão batido. Um eixo moderno e resistente vale cada centavo investido.




segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pré estréia da ciclovia da Paulista num dia lindo.

Nem tá pronta, mas não resisti a experimentá-la. Um tapete. Quando não houverem as cancelas, será junto com a Faria Lima, a melhor ciclovia da cidade. Terminei o dia no belíssimo Villa-Lobos, onde o sol se pôs preguiçosamente.






Enquanto isso, em casa, rolava o chá de cozinha da Denise. Cheguei só no final, mal sobraram quitutes. Mas o melhor desse dia foi o passeio. Poucas vezes pude sair de casa tão desencanado, sem agenda. A cidade estava deliciosamente silenciosa, que por muitos momentos pude escutar os pardais e bem-te-vis fazendo a festa. É muito bom quando nós paramos apenas para contemplar, e não descansar. Foi um pedal inesquecível.



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Eu fui: Lançamento do livro "A Bicicleta no Brasil"

  
  Nesta quinta (7) fui ao lançamento do livro “A Bicicleta no Brasil”, na Biblioteca Mário de Andrade.
O livro é fruto de uma parceria entre várias associações de ciclistas, o evento contou com representantes da prefeitura e vários cicloativistas.


O livro é dividido por capítulos, apontando dados sobre diversas capitais brasileiras. Abordam a condição geográfica e climática, iniciativas em prol da bicicleta ao longo dos anos e sobre associações de ciclistas na cidade. Tudo detalhado em números, imagens e numa diagramação limpa de bom gosto.

Para quem deseja adquirir o livro, ele está disponível em PDF para download: Clique aqui, preencha com seus dados e adquira seu exemplar!


Fora do assunto: 
  • Nunca vi tantas bikes com guidão borboleta! 
  • Do Ibirapuera até o centro em 50 minutos, só por ciclovias e no ritmo da lesma. 
  • Descer a Rua Vergueiro sentido centro se jantar é uma tortura: lotada de faculdades e botecos, o cheiro de churrasco, batata frita, bacon e inúmeras lanchonetes e restaurantes no caminho podem te matar.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Quadro condenado. Parabéns, Vzan.

Isso não é novo, nem exclusivo de apenas uma marca. Mas é muito chato:

Perigosa fissura na região de solda do toptube. Rompeu, é queixo no asfalto.


Há 8 meses comprei um quadro Vzan VZXC 26 tamanho 21. Usei apenas em asfalto, cidade e um pouco de estrada. Uns 3 mil kilômetros. Canote pra dentro em mais de 15 cm.

Descobri essa fissura depois de limpar o canote e jogar WD dentro do seat tube. A rachadura se revelou após o líquido vazar por ela. Quanto tempo ela estava ali? Só Deus pode responder.

Engraçado, sempre ouvi falar muito bem da Vzan, seus aros são ótimos e nunca me deixaram na mão, mas é a segunda vez que tenho problemas com produtos deles em menos de um ano. Em Outubro de 2014 tive que trocar 2 vezes o eixo traseiro por este se romper. Usando apenas na cidade. Depois de quebrar 2 vezes, decidi trocar a roda inteira por outra marca.

O curioso é que essa linha de quadros não está mais disponível no portfolio de produtos deles.

O vergonhoso foi descobrir que o quadro tinha garantia de apenas três meses.

Estou triste, foi o quadro que melhor me adaptei,  minha bike estava perfeita.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Bicicletarias Gourmet. Cuidado: vai sair caro.


O ser humano sente necessidade de se diferenciar dos demais. Não aceita ser “só mais um”, parte da massa. Sempre que pode, busca algo para se mostrar diferente. Um exemplo disso é um mercado na Ricardo Jafet, cuja fachada é uma vidraça enorme onde se vê os caixas. Nada mais “in” do que aparecer na vitrine fazendo compras em um mercado “premium”. Nada de novo nisso, afinal, faz parte da natureza humana querer se destacar, mesmo que 99% dessas pessoas buscam isso da mesma maneira, se tornando ainda mais iguais. E assim aquela balada “alternativa” sempre tá lotada, aquele picolé mexicano vende em qualquer esquina e até a kombi do dogão de rua agora se chama foodtruck e cobra 4x mais pelo mesmo coliforme fecal. Tatuagem? Quase todo mundo tem.

No mundo das bikes isso acontece sempre. Com as magrelas entrando na rotina de milhares de paulistanos, cresceu o conceito de “ciclista com estilo”. Afinal, uma pessoa tem que estar fantasiada de "biker" para se diferenciar do bicicleteiro que entrega água de barra forte. Tem também o hipster, cuja bike é apenas um "acessório estético" para incrementar o seu estilo. E para essa demanda, surgem bicicletarias metidas à besta. Desculpem a sinceridade, mas é a verdade! E fazem sucesso carregando no preço e empurrando produtos que na maioria das vezes você não precisa. Um leigo em ciclismo que quer uma bike só pra andar na ciclofaixa, sairá de uma loja dessas com uma bike carbono com grupo deore! Já presenciei situações absurdas e até fui mal atendido em algumas, simplesmente por saber o que eu queria. O bom comércio é aquele que respeita a necessidade do cliente e a supre, lucrando com isso. Essas lojas suprem a necessidade delas, extrapolando a necessidade dos clientes. E ainda são tidas como "especialistas".

Abaixo o relato de alguns casos que vivi/presenciei nos dois últimos anos. Não citei nomes por razões éticas, mas quem quiser saber via inbox, eu digo. 

Poxa, só um parafuso?
Minha primeira bike foi uma Caloi Aspen, que logo. No início espanou o parafuso do câmbio dianteiro. Levei ela numa bikeshop. A loja estava movimentada e vi o proprietário conversando com um cliente de uns 55 anos e sua Specialized novinha:

- A bike está boa?
- Está sim. Trouxe para a revisão que você falou.
- Ótimo, é bom mesmo pra tudo ficar em ordem. quando vc comprou ela mesmo?
- Há seis meses.
- Hum, então temos que fazer uma revisão completa, trocar os cabos, fitas anti furo e ver se a câmara tá inteira. Deixar ela novinha e sem problemas!

Oi? Uma SPZ de seis meses, usada só no parque, ter que passar por uma revisão do nível de trocar todos os cabos e outros componentes? Que piada! Quando finalmente me atenderam, um dos mecânicos foi à contragosto procurar o parafuso, mas no mesmo minuto foi chamado pelo chefe para regular uma bike que acabara de ser comprada. Ao passar por mim, disse que não tinham o que queria (isso porque nem procurou).

Me dá seu e-mail.

Há uns meses passei numa loja perto do meu caminho à procura de um eixo para minha roda traseira. O proprietário anotou meu e-mail e disse que entraria em contato com o fornecedor e me posicionaria. Bem, até hoje não retornou. Pesquisei na internet e achei a peça por R$ 19,00. Logo entendi: a loja era boa demais pra uma compra tão pequena.

Não temos, tchau!
Hoje fui numa das mais famosas bicicletarias gourmet atrás de uma peça que vi no site. Logo que cheguei fui atendido por um rapaz, que rapidamente perdeu o interesse em mim ao ver que a peça que procurava havia terminado. Tentei continuar a conversa fazendo uma pergunta específica, mas o vendedor me largou falando sozinho e foi atender um casal que estava encantado com uma cesta “vintage e importada da Inglaterra”. Não, ele não pediu licença e saiu, apenas me deixou falando sozinho! Isso porque já tinha outro vendedor atendendo aqueles clientes.

Gente, compreendo a necessidade humana de se diferenciar. O mercado atende a essa sede vendendo bikes de aço carbono por 5 mil Reais só porque são beges com manoplas de couro. Não caia nessa!

Dicas básicas, óbvias e manjadas:

• Conheça sua bike. Saiba o básico de mecânica, no youtube está cheio de vídeos explicativos e não faltam sites explicando os componentes básicos da bicicleta. Lojas mequetrefes perdem o interesse quando não podem te lubridiar.  

• Jamais compre por impulso.

• Aço carbono é o modo mais barato de produzir um quadro. Desconfie de bikes deste material que custem mais de 1.000 Reais. Mesmo se for européia, bege e com manoplas em couro. Salvo se for uma bike usada antiga rara.

• Muito Google antes de passar o cartão. Claro, existem lojas “premium” possuem produtos legais, que não encontramos em bicicletarias comuns. E a maioria dessas lojas atendem bem, respeitam o consumidor e buscam satisfazê-lo. Porém são lojas que cobram muito mais do que o preço real. É a tal “exclusividade” que eles vendem.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pedalando de forma adequada.

Não é qualquer bicicleta que se encaixa a seu corpo. Cuidado: Você pode estar com a bike certa, mas ajustada de forma errada.

Apesar de existirem inúmeros artigos sobre como ajustar sua bike, senti a necessidade de dar meu palpite. Por que? Bem, desde que a Mocinha virou Brisa, venho tendo dificuldades para encontrar minha posição ideal para pedalar. Pudera, saí de um quadro tamanho 17 para um 21 e ajustei tudo no olho. Posicionei o guidão lá no alto e o selim, idem. Resultado: sempre terminava o pedal incomodado com dormência ou dorzinha em alguma articulação.


Bikefit

Bikefit é um processo no qual um profissional tira várias medidas de seu corpo e adapta a bike a ele. Na verdade, ele indica a bike ideal para seu corpo, de acordo com o uso que você fará dela. A mesma bike pode ter ajustes diferentes caso você faça moutain biking ou apenas a usa no dia a dia.

Acontece que um bom profissional de bikefit é difícil de encontrar, fora o valor. Então o ciclista médio (olha eu aqui!) acaba tendo que recorrer à internet para ter pelo menos uma noção de como escolher/ajustar uma bike para si. Não é o ideal, mas ajuda.

Fiz meu bikefit online há pouco mais de um ano, neste site: nograu.com.br e lá obtive medidas para a altura do selim e top tube efetivo (top tube + mesa). 

Para as minhas medidas, a sugestão foi um quadro tamanho 18, quase 19. A Mocinha era 17. O que tive que fazer? Comprar um canote enorme e caro, de 45cm (no mercado vc encontra no máximo até 40cm) e uma mesa longa, para distanciar o guidão e dar a medida.

Depois que troquei o quadro Soul por um Vzan tamanho 21 (bem maior), eu simplesmente transplantei todos os componentes e montei. As únicas peças que comprei foram o canote (cano que vai o selim), sua abraçadeira e uma caixa de direção.
Mocinha e Brisa.
Só que um quadro maior, todas as medidas cresceram! Passei os últimos três meses ignorando minhas medidas e como disse, ajustei tudo no olho. Esta semana isso me incomodou demais. Deixei a preguiça de lado, tirei minhas medidas novamente e o susto: Estava usando o selim 5cm mais alto e a mesa 4 cm fora do ideal.

Caramba! Pedalei três meses de forma perigosa, pondo em risco minha coluna, joelho, bolas… minha sorte é que só tenho ido ao trabalho, o que dão 12km diários, divididos em 2x. Salvo um rolê que fiz pela Lapa e Villa-Lobos há duas semanas (40km), não rodei muito. Ainda bem!

Hoje ajustei a bike e fiz meu trajeto. Estranhei um pouco o banco mais baixo, portanto subi 1cm (a margem recomendada é até 2cm para mais ou para menos) e ajustei a inclinação do guidão. Pude sentir menos pressão nas costas e no punho. Nada adormeceu. Quando chegava em um farol, era mais fácil colocar o pé no chão, além de ter ficado mais fácil montar e desmontar da bike. Quanto à estética, os componentes do guidão ficaram menos inclinados e até o caos que são os conduítes ficaram menos assustadores. Pude sentir melhora imediata no pedalar, até me motivou a fazer uns rolês mais longos, como nos velhos tempos.

Portanto, se você for comprar uma bike ou fazer qualquer ajuste na sua, tenha sempre em mãos as medidas de seu bikefit, mesmo que este básico online. E procure refazê-lo regularmente, afinal, pedalando se emagrece e ganha massa muscular - seu corpo mudará!

Bom pedal,

Gabriel

terça-feira, 25 de março de 2014

Review - Guidão Butterfly

Olá, pessoal!

Depois de duas semanas usando o guidão butterfly, posso expressar uma opinião conclusiva.

Adaptando
Como disse no último post, o modelo do meu guidão é pequeno. Eu não sabia disso até instalá-lo na Mocinha. Vendo outros cicloturistas e suas fotos, percebo que o modelo que comprei é menor mesmo. Mas vi que o tamanho reduzido tem vantagens e desvantagens: passo entre os carros com mais segurança que com o guidão rise que tinha antes. Porém o espaço para equipamentos é muito menor. Os conduítes de de freio ficaram "esmagados".
Espaço de kitinete na frente! Ainda com a mesa curta.

Coloquei uma manopla de espuma e o resto cobri com fita. Tanto a estética quanto a funcionalidade ficaram ótimas!

Tive que fazer algumas adaptações: usava uma mesa curta com ajuste de altura. Com o guidão rise, ficava perfeita. Porém para o butterfly ficou horrível, muito perto a ponto de rasparem os joelhos, senti dores nos ombros nos primeiros minutos. A sensação era de estar pedalando uma bike pra criança. Optei por colocar uma mesa fixa de 100mm inclinada. Assim, deixei o guidão horizontal e a pegada ficou perfeita em todas as posições! Alguns cicloturistas posicionam o guidão butterfly mais inclinado, mas como meu quadro é tamanho 17 (meu bikefit pede 18), a posição horizontal + mesa longa vieram bem a calhar. Uma coisa que comemoro, pois este quadro da Soul é muito bonito e resistente, estava pensando em trocá-lo, mas o investimento seria custoso, ainda mais que estou mobiliando o apê pro casório vindouro rsrsrs.

Mesa mais longa e alta: solução pro espaço e pra ergonomia.

Também eliminei o retrovisor da bike, optei por um modelo para capacete. Apesar de vibrar mais, vi que é muito mais fácil de olhar para o lado do que abaixar a cabeça para ver o que acontece atrás. É pequeno, porém o espelho é suavemente convexo, dando amplitude de visão sem distorcer muito. Paguei R$ 25,00 e estou satisfeito. O único problema foi  a qualidade do adesivo que prende a base no capacete. Depois de cair duas vezes, resolvi prender com um par de parafusos pequenos.
Anteninha esperta. 
Pedalando
Confesso que o guidão me impressionou. Antes, pensava: "-Ah, vou ter uma posição de pegada a mais, que é a superior. O resto será como um guidão com bar-ends." Estava tremendamente errado. Certa vez, o cicloturista Cesar me lembrou: "-Na prática, a teoria é outra." Os bar-ends, por mais ergonômicos que sejam, ainda têm o inconveniente de ter um "cotovelo", ou seja, a junção parafusada na ponta do guidão. É um ponto bom para descanso das mãos, atrapalhado por parafuso e metal. Sobra somente a lateral do bar-end como opção à manopla.

No butterfly não há junção, é um cano único formando uma "borboleta" (ah, não me diga!rs) então eu posso colocar a mão em qualquer parte: na manopla, na lateral ou acima, sem me preocupar com junções ou parafusos. Encontro conforto para as mãos sob qualquer condição, minimizando a dormência. Com mãos descansadas, a pedalada rende mais. O chororô diminui!

Conclusão
Compra feliz! Foram algumas adaptações de espaço e equipamentos, gerando um custo adicional por conta de mesa, retrovisor, manopla e fita de guidão novos. Todo upgrade sempre acaba tendo algum "adicional" pelas adaptações, mas o benefício não tem preço. Pode até ter: deixarei de investir em um quadro maior, já que me encontrei neste. A Mocinha continuará imponente, agora com asinhas!
Além de útil, fica lindo!

Parafraseando o colega Antigão

CicloAbraços!

sábado, 8 de março de 2014

Borboleta na Moça

Instalei um guidão borboleta, que permite posicionar a mão em diversas posições durante a pedalada, ajudando a diminuir o cansaço.


Este modelo é pequeno, o que me atraiu pois no uso urbano é importante passar por entre os carros sem levar nenhum retrovisor junto.

Ainda não tenho uma impressão sólida sobre o guidão, mas já dei uma volta com ele e gostei muito das diversas posições de pegada. O único problema é que a área da manopla fica muito perto, fazendo eu raspar os joelhos nos punhos. Em breve precisarei colocar uma mesa mais longa e com inclinação maior, pois esta ajustável que uso não é suficiente.

Precisarei também de um espelho novo, estou entre um modelo para fixar no guidão e um de capacete. Mas deixarei para os próximos salários heheheh.

O preço do guidão? R$ 75,00. Há um ano só achava estes custando de três dígitos, em raros lugares. Pelo visto a bikedemia que toma a cidade tem feito a oferta de equipamentos aumentar. 

Cicloabraços!

sábado, 16 de novembro de 2013

Recomendo: buzina eletrônica


Pedalar na cidade exige alguns cuidados, o principal é ser notado.


Luzes, refletores, roupas claras e buzina. Antes eu tinha apenas um sininho que fazia um "trim-trim" que nem eu escutava. Há outras opções no mercado, aquelas "cornetas" que lembram bombas de pneu. Fazem barulho, mas são trambolhos que exigem que se tire a mão do guidão para acionar. Algo lento e perigoso. 

Nesta semana vi um ciclista com este sistema que lhes mostro. Parece um irritante alarme de carro, que funciona com uma bateria 9v e é acionado por um botão facilmente instalado do lado da manopla. Uma maravilha! Muito leve, acho que nem 50g. O valor? R$29,00! 






Super recomendado.